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O que são as eleições?

Giulia Ferreira Durço Brumatti
7 de out.
3 min de leitura
Ilustração por Maria Luisa Rocha
Ilustração por Maria Luisa Rocha

Em alguns países do mundo, existem Monarquias. Lá, os reis e rainhas governam e tomam as decisões pela população. Mas aqui, no Brasil, vivemos em uma Democracia. Como povo, votamos juntos em quem queremos eleger para nos governar e nos representar. Nesse sentido, a vontade coletiva é considerada e escutada. Assim, é garantida a participação política, muito importante para manter os princípios da igualdade e da pluralidade.


Como elas funcionam? A maior parte dos candidatos eleitos fica em seus cargos pelo período de quatro anos, sendo eles o Presidente, os deputados federais e estaduais, os senadores, veradores e prefeitos. Só os Senadores – que podem criar e alterar as leis – possuem mandatos mais longos, com duração de oito anos. No Brasil, o voto é universal e secreto, diferente do que ocorria no passado, quando nem todos tinham o direito de votar ou o direito de se manter anônimo. Antes, nossos votos eram computados no papel, em forma física. Porém, a partir de 1996, o país passou a adotar as urnas eletrônicas, onde se digita o número do candidato ou do partido desejado.


As eleições podem ocorrer em um turno único, quando o candidato é eleito sem a necessidade de uma segunda rodada de votações. Os segundos turnos só podem ocorrer em eleições para  presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores dos estados e do Distrito Federal e para prefeitos e vice-prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores. Para ser eleito, o candidato precisa antingir mais do que a metade dos votos válidos – não adianta só ser o mais votado. Se nenhum dos candidatos conseguir obter mais do que a metade na eleição, se faz um segundo turno, e o vencedor é aquele que for mais votado.


Como escolher em quem votar?


Imagine que você vive em um belo país, onde diversas pessoas se candidataram para assumir a presidência. A Chapeuzinho Vermelho, a Cinderela, o Gato de Botas e o Pinóquio – todos são opções possíveis para você escolher. No entanto, um dia toda a nação descobre que, na verdade, o Pinóquio é mentiroso, e que todas as coisas boas que ele promete ao povo são falsidades que fazem seu nariz crescer mais e mais. 


Esse é um problema que vem acontecendo cada vez mais. Com o desenvolvimento da tecnologia e o advento da internet, vídeos e mensagens falsas são facilmente divulgados, o que pode fazer os eleitores se confundirem ou acreditarem em propostas falsas. Por isso, além de verificar se os valores que o candidato defende combinam com os seus, também é importante fazer uma pesquisa de sua história, carreira, atuação profissional e postura ética. Depois, é necessário analisar o partido e as propostas do candidato, para verificar se aquilo que ele diz é a verdade, ou só mais uma abóbora fantasiada de carruagem.


Além disso, é importante verificar se o candidato possui discursos éticos e respeitosos, ou se as suas ideias incitam o ódio nas pessoas. Pode existir, por exemplo, um Lobo Mau, cujos pensamentos são ameaças ao respeito ao próximo. Dessa maneira, é importante a pesquisa constante, a conversa ativa com familiares, colegas e professores, para garantir que os ideais do candidato combinam com aquilo que você acredita e defende. Só assim é possível proteger os direitos humanos, a harmonia e combater o preconceito. Na sociedade em que viemos hoje, onde o ódio se faz facilmente disseminado, este cuidado se torna ainda mais importante.


Quando posso votar? 


No Brasil, você pode exercer o voto a partir dos dezesseis anos, mas não é obrigado a votar nessa idade caso não queira. Porém, a partir dos dezoito anos de idade, o voto passa a ser obrigatório. Se você é criança, apesar de não poder votar ainda, é importante conhecer o sistema de eleições e como ele funciona. Converse com seus responsáveis sobre o Brasil – o passado, presente e futuro. Além disso, é essencial escutar ativamente seus familiares, colegas e professores, conhecer as opiniões deles e tratá-las com muito respeito. Só assim você conseguirá formar sua ideia própria sobre a política no Brasil e estará pronto para fazer a sua parte quando chegar a hora certa. 


O exercício do voto será seu direito no futuro, e esse é o tipo de escolha que pode mudar o rumo do país. Por isso, é necessário estudo, pesquisa atenta e leitura crítica das informações. Assim, você usará o seu voto da melhor forma possível.


Referências bibliográficas


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