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O dia depois
Arte por Juliana Brito Hoje não foi fácil levantar da cama. mas pela primeira vez em muito tempo, foi pelo excesso de alegria da noite passada. Fui para a cama sabendo que o despertador das 6h não funcionaria. O hábito de deitar cedo no domingo para me preparar para a semana foi pelos ares quando cheguei em casa por volta das 2h da manhã. Um uber caríssimo que percorreu um caminho de não muito mais do que 10km. A roupa úmida da garoa fina que tentou estragar a festa e aquel
Cecilia Inamura de Moraes
há 5 dias7 min de leitura


Não verás nenhum lugar como este
Fotografia por Beatriz de Oliveira Lima O barulho metálico ritmado da construção contava o tempo dos passos rápidos. O céu cinza me lembrava da história de óculos redondos. A história de que Deus segura a chuva quando os ateus dão as mãos na peruada. Observava a rua cinza e o homem envolto nas cobertas, do lado da porta. Peço para que Ele me guie, mas o que me guia poderia não ser. Tem dias que o mim me acompanha enquanto ando, flutuando ao meu lado com pequenas canções a
Karolina Zanin Vieira
21 de out.4 min de leitura


Duas xícaras de chá
Fotografia por Beatriz de Oliveira Lima Os seus olhos, vidrados naquele bule de chá, encaravam de baixo. E era engraçado ver uma menininha tão pequena com olhos tão grandes. Ela brincava sim. Mas era disso que realmente gostava. De observar por baixo e de imaginar por cima. Era como colorir. Não desenhava nunca, mas coloria os desenhos que a sua avó fazia. Respeitava aquelas estruturas, nunca deixava o lápis sair das bordinhas. Ordenadamente, espalhava a cor com rápidos movi
Karolina Zanin Vieira
24 de set.8 min de leitura


Destino: São Paulo
Ilustração por Ricardo Satoshi Yamassaki O coração de Mariane batia acelerado desde que matara o pastor da igreja. Agora, com os olhos na paisagem além do vidro fosco, ela sentia o estômago se irritar e um princípio de agonia que anunciava um enjoo. Ver a diminuta cidade de Boa Nova ficar para trás lhe fazia lembrar das histórias de todos os seus parentes que iam embora em busca de melhores oportunidades nas metrópoles. Havia acontecido com sua avó Rosário. Quando era ainda m
Isak Barros de Morais Sampaio
13 de set.3 min de leitura


Permanente, estagnado
O que mudou e o que ficou enquanto eu não saí do lugar Fotografia por Beatriz de Oliveira Lira Meus pais se mudaram pra casa onde a gente mora quando eu tinha 5 meses. A mudança foi feita no feriado de 7 de setembro, depois de uma avalanche de emoções, dinheiro que vem e que vai, um devedor que ficou desempregado e várias outras desventuras financeiras. Minha mãe tinha 34 anos. Meu pai, 30. Essa era provavelmente a quarta ou quinta mudança desde que eles tinham se casado,
Cecilia Inamura de Moraes
5 de set.4 min de leitura


Estrangeira
I “I am old, Yet your voice whispers Softly in the night I am getting old, Yet my soul dreams Of you in the daylight What is youth? I...
Isabella Cambi
6 de out. de 20242 min de leitura


Aquele Azul que eu conheci
“Words which he did not understand he said over and over to himself till he had learnt them by heart: and through them he had glimpses of...
Isabella Ferrarese
23 de set. de 20242 min de leitura


Autobiografia Miserável
O mundo é repleto de criaturas inesquecíveis. Gritam, pulam e vivem. Vivem demais, a todo instante e intensamente. Sabem se aproveitar do...
Isabella Cambi
8 de set. de 20248 min de leitura


Agosto De Vinte e Sete
Que segredos guardam estes corredores, Paralisados na contagem das horas? Por teus pisos...
Augusto Zanardi Creppe
2 de set. de 20246 min de leitura


Discreta epopeia da vida contemporânea
“Agora é minha vez. A história de uma das minhas loucuras” — Delírios II, Arthur Rimbaud Esfacelam minhas aventuras como sangram os...
Isabella Ferrarese
25 de ago. de 20243 min de leitura
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